Turismo Cultural (Parte 2)
TURISMO CULTURAL (parte 2)
Márcia Bendia (da Turisvale-RJ) – Eu acho um apelo fantástico. Quer dizer, mesmo aquela pessoa que tem uma certa resistência a ir a algum museu, quando ele percebe que tem um ingresso pra ir a três museus, isso aí já faz com que ele caminhe e vá visitar os outros.
Apresentador – E se engana quem pensa que a sustentabilidade do roteiro turístico passa apenas pelos cuidados com o meio-ambiente, com a comunidade local, ou com a recuperação de prédios antigos. A riqueza da cultura local e altamente apreciada pelos turistas. As raízes e tradições devem ser mantidas e oferecidas como um produto turístico de extremo valor.
Locutora – As manifestações culturais acabam se transformando em uma marca de cada país, como os povos dos Andes com seus artesanatos e sua musica típica, reconhecida em qualquer lugar do mundo. Uma música catalã apresentada dentro de um parque rodeado de peças arquitetônicas de artistas espanhóis como Galdi. Ou ainda em Minas que onde o povo consciente de que ele próprio é um dos maiores atrativos cuida para garantir a manutenção de suas tradições e identidade.
Ana Maria (musicóloga) – Patrimônio imaterial, fazer música, torna-se na rua uma atividade que pode ser explorada por operadoras de turismo com calendário fixo de eventos musicais numa rua atraente.
GASTRONOMIA
Apresentador – Outro elemento importante do turismo cultural é a gastronomia, que tem um papel fundamental na excelência dos roteiros. Um dos prazeres do turista cultural é experimentar a culinária local. Uma forma de se aproximar da vida regional e saborear os gostos e temperos.
Locutora – O roteiro da Estrada Real é um exemplo de boa prática gastronômica. A cozinha mineira é conhecida por suas delicias típicas e restaurantes para todos os gostos. E em todos eles os ambientes e o atendimento fazem a diferença.
(Não tem legenda) – Qualquer pessoa que entra aqui tem que ser tratada com a maior dignidade. Seja ele o nosso carroceiro, entregador do leite ou o presidente da república. É a mesma coisa. Somos pessoas. E o respeito é o que faz a vida nos dar alegria.
Locutora – E na tradição da boa mesa não podia falta até mesmo a cachaça que sempre vem acompanhada de um dedinho de prosa e muito bom humor. Uma prática de valorização do produto regional que acaba sendo consumido e comercializado inclusive como presente para levar para parentes e amigos, principalmente no exterior.
(Não tem legenda) – Me perguntaram: a cachaça, depois de aberta, dura quanto tempo? Bom, se a cachaça for boa, não dura nada.
Locutora – Seja no Peru, na Espanha ou no Brasil o importante é que o turismo cultural seja um exercício de sedução e conhecimento, conquistando viajantes pelos cinco sentidos, através das emoções e da razão.
Carolina Campos (do Ministério do Turismo) – Essa experiência cultural vai sendo passada através dos sentidos. A visão, através da estética do patrimônio, das velas acesas, são os sons dos sinos da seresta, o olfato, o aroma da gastronomia. Então, ao longo do dia você vai tendo uma série de experiências que completam uma vivencia cultural única. Além de tudo, todos os produtos são amarrados com afetividade.
Apresentador – É isso. As pesquisas mostram que além de muito exigentes quem faz turismo cultural, viaja com mais dinheiro. o gasto pode chegar ao dobro em relação a outros segmentos. Neste vídeo você viu que o grande desafio de quem trabalha com turismo cultural é a capacidade de interagir com o turista. Por isso a capacitação do guia é tão importante. Também vimos que as viagens de turismo cultural também costumam ser mais longas porque o turista gosta de conhecer a fundo a cultura local. Vale a pena investir em rotas e roteiros integrados. A riqueza cultural de cada região é muito apreciada pelos turistas. As tradições, as músicas, o artesanato e a gastronomia se transformam em produtos turísticos que atraem quem viaja a procura de mais conhecimento. É o turismo cultural, um mundo de portas abertas para as micro e pequenas empresas.
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